
Para os que ainda não conhecem, foi lançado pela Apple, o IPAD, "um aparelho que supostamente une as funções de computador, videogame, tocador de músicas e de vídeos e leitor digital". Ele já foi alvo de várias discussões entre as gerações mais velhas, meu avô, principalmente, e os seus filhos e netos aqui em casa. A dúvida central era, "Esse lançamento seria capaz de substituir, de vez, os livros e os jornais impressos?"
Meu avô é jornalista, tem um amor incondicional pelos seus livrinhos antigos, guardados em uma biblioteca alternativa dentro de sua própria casa. Espantado, veio me perguntar o que eu achava a respeito do assunto.
"Vô, o IPAD é fruto de uma geração que busca cada vez mais praticidade e economia. Queremos estar conectados com o que há de melhor em jornais, revistas e todas as informações proporcionadas por eles, mas de uma forma preguiçosa. Veja só o que aconteceu em relação aos Cds, suas vendas vem diminuindo, pois hoje qualquer pessoa pode comprar um mp3 baratinho e colocar músicas baixadas pelo computador para escutá-las onde quiser. Não deixa de ser assustador, eu sei. Mas não é o IPAD em si que assusta, e sim essa geração, até onde ela estará disposta a usar a tecnologia para substituir os nossos padrões de conhecimento e entretenimento? E como isso influenciará nossa forma de pensar e de agir?" - disse, ofegante.
"Só o tempo dirá!" - concluiu, sem hesitar, deixando-me sem palavras.
Lays Rodrigues.
Meu avô é jornalista, tem um amor incondicional pelos seus livrinhos antigos, guardados em uma biblioteca alternativa dentro de sua própria casa. Espantado, veio me perguntar o que eu achava a respeito do assunto.
"Vô, o IPAD é fruto de uma geração que busca cada vez mais praticidade e economia. Queremos estar conectados com o que há de melhor em jornais, revistas e todas as informações proporcionadas por eles, mas de uma forma preguiçosa. Veja só o que aconteceu em relação aos Cds, suas vendas vem diminuindo, pois hoje qualquer pessoa pode comprar um mp3 baratinho e colocar músicas baixadas pelo computador para escutá-las onde quiser. Não deixa de ser assustador, eu sei. Mas não é o IPAD em si que assusta, e sim essa geração, até onde ela estará disposta a usar a tecnologia para substituir os nossos padrões de conhecimento e entretenimento? E como isso influenciará nossa forma de pensar e de agir?" - disse, ofegante.
"Só o tempo dirá!" - concluiu, sem hesitar, deixando-me sem palavras.
Lays Rodrigues.
7 comentários:
Isso é que eh conversa entre avô e neta hahaha. Realmente o que a nossa geração quer é ter informação só que de forma preguiçosa, disse tudo!
Arrasou mais uma vez, lindona! Seus textos são ótimos,e seu avô é uma figura - santa sapiência!
Adorei o texto :) Concordo plenamente com seu avô: só o tempo dirá. Mas sobre livros, penso que os leitores mais conservadores (tipo, oi, EU)não vão deixar de preferir a tinta, o papel e o virar das páginas. Acho que o livro não vai ficar obsoleto, só que mais apreciado por um público restrito. E a geração assusta mesmo, você definiu bem demais. Beijão :*
Singelas e sábias palavras, de fato Só o tempo dirá!
: ) eu fico um pouco com seu avô. Tanta interatividade tem seu lado ruim.
Gosto do seu blog^^
twitter.com/marceloponti
INSERT
hehehe, realmente as palavras do seu avô tiraria qualquer um de tempo. mas veja uma coisa, hoje temos tecnologia pra tudo e realmente nos deixa numa preguiça enorme. Mas as vezes o retrô acaba voltando a moda, hoje eu brigo atras de toca vinil, e vejo meninas de 15 anos se vestindo estilo anos 50.
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