terça-feira, 9 de março de 2010

Meu avô e o IPAD


Para os que ainda não conhecem, foi lançado pela Apple, o IPAD, "um aparelho que supostamente une as funções de computador, videogame, tocador de músicas e de vídeos e leitor digital". Ele já foi alvo de várias discussões entre as gerações mais velhas, meu avô, principalmente, e os seus filhos e netos aqui em casa. A dúvida central era, "Esse lançamento seria capaz de substituir, de vez, os livros e os jornais impressos?"

Meu avô é jornalista, tem um amor incondicional pelos seus livrinhos antigos, guardados em uma biblioteca alternativa dentro de sua própria casa. Espantado, veio me perguntar o que eu achava a respeito do assunto.

"Vô, o IPAD é fruto de uma geração que busca cada vez mais praticidade e economia. Queremos estar conectados com o que há de melhor em jornais, revistas e todas as informações proporcionadas por eles, mas de uma forma preguiçosa. Veja só o que aconteceu em relação aos Cds, suas vendas vem diminuindo, pois hoje qualquer pessoa pode comprar um mp3 baratinho e colocar músicas baixadas pelo computador para escutá-las onde quiser. Não deixa de ser assustador, eu sei. Mas não é o IPAD em si que assusta, e sim essa geração, até onde ela estará disposta a usar a tecnologia para substituir os nossos padrões de conhecimento e entretenimento? E como isso influenciará nossa forma de pensar e de agir?" - disse, ofegante.

"Só o tempo dirá!" - concluiu, sem hesitar, deixando-me sem palavras.

Lays Rodrigues.